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Editoriais sobre as condições objetivas e subjetivas da situação política internacional e sua influência no Brasil

As origens da atual desagregação do mercado mundial capitalista se encontram na economia






Hoje, primeiro de maio, apresentamos extratos da declaração do birô politico da Organização Comunista Internacionalista (OCI) pela reconstrução da IV Internacional. Esse texto foi escrito em 20 de agosto de 1971, publicado originalmente na Revista A Verdade numero 554-555, à época órgão dos trotskistas franceses, tendo sido republicada na Revista A Verdade Numero 60-61, -Revista Teórica da IV Internacional - número especial dedicado a memória de Pierre Lambert.
Esse é um dos textos fundamentais do pensamento daqueles que defendem a IV Internacional, junto com o texto Automação e Revolução, já publicado aqui no blog, com a brochura "Ciência Revolução e Luta de Classes" de Gerard Block, que inspirou o nome do nosso blog. Estes três textos são parte do esforço do Círculo de Estudos Marxistas, que a OCI organizou em Paris para tentar entender a crise do movimento operário numa época em que os avanços tecnológicos na década de 60 e 70 eram  chamados pelos teóricos burgueses de terceira revolução industrial. Esses teóricos formularam a hipótese que o capitalismo engendraria tamanho progresso tecnológico que levaria a humanidade a uma época de prosperidade nunca vista, uma nova época de desenvolvimento das forças produtivas. Apesar desta perspectiva dos teóricos burgueses, Gerard Block, em seu antológico texto, examina o papel da P&D - Pesquisa e Desenvolvimento -  no orçamento da principal potencia imperialista e  detecta: "Quando se fala deste gigantesco progresso das ciências e das técnicas, espera-se que a parte da pesquisa e desenvolvimento no produto nacional bruto seja grande, importante, que atinjam 15 ou 20% deste". Porem Block se surpreende ao estudar o orçamento dos EUA para P&D: "tudo isso no total, privado e público, sob subvenção das indústrias privadas, dos estados e do orçamento federal não ultrapassam 3% do produto nacional bruto". Embora esses textos tenham sido escritos na década de 60 e 70, a situação não mudou. Na verdade, como o gráfico abaixo mostra, a década de 60-70 foi exatamente uma época de alta nos investimentos em P&D.






Fonte: IPEA



Gerard Block detectava outra característica que o gráfico acima também mostra, o atrelamento do orçamento de P&D ao desenvolvimento militar. Block lembra que a própria missão Apolo XI à Lua , foi uma missão militar, onde a ciência pegou carona. Assim, enquanto Lambert em -Automação e Revolução- tratava dos efeitos nas relações trabalhistas no dia a dia das fábricas e na relação do operário com a maquina, Block discutia o quanto do desenvolvimento cientifico e tecnológico era financiado pelo governo e com que finalidade. Como vemos, a finalidade é basicamente militar. Portanto, para manter a dominação imperialista. Isso ficou ainda mais evidente agora com a Pandemia de Corona Vírus. Apesar da ciência ser capaz de prever a pandemia, como explicamos aqui e aqui. Os resultados dos EUA na luta contra o Corona Vírus são acachapantes. Apesar de sua liderança global em termos militares e financeiros, é a China a lider mundial em Equipamentos de Proteção Indiviudal(EPI). Essa falta de estrutura produtiva nos EUA garantiu a este pais o primeiro lugar no numero de casos confirmados de covid-19, como mostra o grafico abaixo.




Fonte: NEXO

Neste sentido, tornando a ciência de força produtiva em força destrutiva como explica o professor Maurilho Lima Botelho em um artigo, PDF do artigo na Revista Maracanan:
"o que se vê na estrutura produtiva mundial, a partir da década de 1970, é a racionalização progressiva da produção, através das novas tecnologias microeletrônicas, que levam a uma expulsão massiva de trabalhadores. A introdução do computador, da informática e da telemática na produção de mercadorias leva a uma revolução permanente dos métodos produtivos, a ponto da racionalização da produção, que dispensa força de trabalho, ser mais veloz que a expansão dos mercados criados por essas novas técnicas, que poderia compensar esse desemprego".
Maurilio detecta outro fenômeno na década de 1970, que é justamente o objeto de discussão desta nota da OCI:
"governo americano, num ato que entrou para história, rompeu unilateralmente com o sistema de Bretton Woods ao anunciar o fim da conversibilidade do dólar em ouro. Assim, a relação essencial entre dinheiro (dólar) e mercadoria (ouro) foi rompida. Aquilo que havia sido típico somente em momentos de guerra e derrocadas econômicas tornou-se uma condição permanente da sociedade capitalista – desde então a moeda mundial deixou de ser uma representação de riqueza real (mercadoria) e passou a ser arbitrariamente definida pelo governo norte-americano. As moedas de crédito, agora, não circulam mais acima do dinheiro, mas ao seu lado: o próprio dinheiro, desprovido de lastro, sem respaldo em uma mercadoria, torna-se ele próprio uma forma de moeda de crédito. Não é um paradoxo que o dinheiro, ao se libertar de sua base metálica e circular mundialmente sem conversão, entre em crise. Ao romper a vinculação entre dinheiro e mercadoria perde-se também a substância real por trás da unidade básica de riqueza empírica"

O que é o lastro de uma moeda? O que foi Bretton Woods?

O lastro de uma moeda é o atestado de valor desta moeda. Recentemente ocorreu um debate sobre o  lastro de cripto moedas como a BITCOIN que seria, na verdade, um limite de impressão de dinheiro. Em tese só se pode imprimir dinheiro até o limite das reservas de ouro contidas nos bancos centrais, porém, após a segunda guerra mundial, delegações de 44 países se reuniram em uma conferência, na de cidade de Bretton Woods, que deu origem às instituições que hoje conhecemos como Fundo Monetário Internacional (FMI) e Grupo Banco Mundial, e decidiram que o primeiro passo para  garantir a estabilidade monetária das nações era cada país ser obrigado a manter a taxa de câmbio de sua moeda "congelada" ao dólar, com margem de manobra de cerca de 1%. A moeda norte-americana, por sua vez, estaria ligada ao valor do ouro em uma base fixa. Os EUA, país vitorioso da segunda guerra mundial atrela, assim, a economia mundial à sua própria moeda. Esta dominação econômica deste país sobre a economia mundial, porém, não sacia a necessidade do Império, nem assegura a sustentabilidade da economia capitalista. A crise econômica leva a turbulências políticas no fim da década de 60.

Em 1971 Richard Nixon rompe unilateralmente com a parte do acordo de Bretton Woods que obrigava o lastro em ouro em todos os países e decreta que, para o dólar, isto não valeria mais. A nota da OCI diz acerca dessa ruptura que "as medidas tomadas pelo imperialismo dos EUA, assim como as medidas tomadas pelos imperialismos secundários leva a desagregação dos mercados mundiais." Essa afirmação peremptória parece muito ousada, mas poderíamos provar a sua materialidade?
Para tanto precisamos entender primeiro, que o dólar é a moeda mundial que liquida dívidas, veja aqui a explicação de Paulo Gala, sobre o livro "privilégio exorbitante". A ruptura do padrão ouro, ao mesmo tempo em que o dólar se torna a moeda liquidadora de dívidas, faz com que a burguesia imperialista dos EUA se torne a fiadora do mundo. Na verdade, sua própria dívida é liquidada na moeda que imprimem e sem um lastro que possa por limite à impressão de moedas. Esse poder, aparentemente ilimitado trás consequências desastrosas, que vinham sendo questionadas, como explica o professor Ernani Teixeira Torres Filho: "Essa idéia ganhou corpo posteriormente no relatório de 1969 do chamado “Volcker Group”, que incluía membros das diferentes agências econômicas do governo americano, além do Conselho de Segurança Nacional. Esse documento descartava a opção de desvalorização unilateral do dólar, devido à previsão de que outros países seguiriam o movimento e desvalorizariam suas próprias moedas na mesma proporção, Recomendava como alternativa a suspensão da conversibilidade (Aguiar, 1995, p. 62-63) Essa decisão deveria, por sua vez, ser tomada de forma que parecesse uma resposta involuntária de Washington a uma situação de crise, “[i]n the interests of facilitating international harmony, the appearance of US hegemony should not be sought” (U.S. Department of the Treasury, 1969, p. 6)." E o professor continua "A decisão americana levou o sistema monetário e financeiro internacional a se reestruturar em bases novas. As taxas de câmbio tornaram-se flexíveis e os fluxos de capitais foram inteiramente liberados. A instabilidade nas paridades passou a ser gerenciada por meio de contratos privados de seguro, os derivativos, e não mais pela garantia dos bancos centrais. A intermediação bancária deu lugar à securitização de ativos. Os volumes de ativos financeiros e de alavancagem atingiram níveis impensáveis até então (Torres, 2014)."

Uma medida desesperada

A primeira consequência é o predomínio da burguesia imperialista estadunidense sobre todas as outras burguesias, concentrando um enorme poder em suas mãos. Aliás, concentração de poder econômico é a característica principal do imperialismo, fase superior do capitalismo, com ênfase no poder econômico sobre a variante financeira. Essa medida de Nixon, de libertar a economia mundial de uma base material, trouxe outras consequências. A supremacia do dólar pode ser medida em números:  "O dólar se sustenta no topo da hierarquia monetária internacional desde 1945. É, de longe, a moeda mais utilizada em todo o mundo. Segundo o Swift (2015), a moeda americana era responsável por 52% do volume total de liquidações desse sistema de transações internacionais em 2014. O mercado financeiro dos EUA é o mais líquido e profundo de todo o mundo. A maior parte das reservas internacionais - 64% - é denominada em dólar (FMI, 2017). Todos esses indicadores apontam para uma indiscutível supremacia do dólar no conjunto das moedas utilizadas globalmente."(ver : Revista de Econômia da Unicamp). O mesmo Ernani Teixeira Torres Filho explica de forma mais clara o impacto politico da quebra do padrão ouro, vejamos:

"Nesse contexto, o poder monetário é visto como uma das dimensões do poder estrutural. Ele se refere especificamente à capacidade de um país mudar, em seu próprio benefício, os mecanismos de natureza sistêmica que regem a originação de crédito e comandam a conversibilidade entre as diferentes moedas relevantes. Essas normas determinam a possibilidade de as nações emissoras de moeda internacional utilizarem seus sistemas monetário e financeiro para impedir ou postergar ajustes em suas contas externas. Consequentemente, têm repercussões sobre o grau de autonomia desses Estados na formulação de suas políticas." Ou melhor, uma forma de tutelar as outras economias. Convidamos a leitura mais extensa deste artigo, onde o professor Ernani explica como os EUA eliminaram a Inglaterra, seu principal concorrente na partilha do Mundo na primeira metade do seculo XX.
Professor Ernani também explica qual foi o impacto dessa medida nos círculos econômicos da época:
"Essa medida, que deu origem à ruptura do sistema de taxas de câmbio fixo do pós-guerra, gerou espanto generalizado e foi visto por alguns autores como uma resposta precipitada a uma imposição dos mercados financeiros. Michael Moffitt, por exemplo, entende que “a causa imediata da morte do sistema de Bretton Woods foi a maciça especulação contra o dólar” (Moffitt, 1984, p. 75). Essa também era a opinião de burocratas americanos, como Paul Volcker para quem abandonar a conversibilidade do dólar em ouro era uma resposta ao pânico de mercado (Volcker; Gyohten, 1992).".
O Imperialismo americano tinha poucas alternativas e todas colocavam sua dominação global em risco, como diz nosso professor: "De fato, o aumento da liquidez do dólar e a falta de confiança dos mercados na capacidade de o governo americano sustentar a conversibilidade da sua moeda em ouro tinham gerado fortes ondas especulativas nos anos anteriores. Entretanto, a ruptura do sistema monetário não foi uma decisão precipitada. Em todos os momentos, nesse período, a instabilidade dos mercados de câmbio conseguiu ser controlada. Além disso, não há sinais de que Washington já tivesse esgotado suas opções para lidar com esse problema. Entre as alternativas que lhes restavam estavam: a desvalorização do dólar, o aumento das taxas de juros nos EUA e a realização de intervenções no mercado de ouro."
A hegemonia do capital financeiro sobre o capital industrial é hipertrofiada 'A economia se transforma em um Cassino Global'.  O professor Botelho explica as consequências mais dramáticas:
"Sem lastro, o dinheiro passou a multiplicar a si mesmo, numa velocidade e magnitude inédita na história – passamos a ter um “mundo transbordando em dinheiro”. 29 E foi isso exatamente o que ocorreu nos anos e décadas seguintes ao fim de Bretton Woods. Rapidamente foi criado o mercado futuro de moeda, negociado pela primeira vez na bolsa de Chicago em 1972 (inspirada numa sugestão de Milton Friedman). 30 O mercado futuro de bens, principalmente de recursos naturais, matéria-prima, alimentos e fontes de energia já era uma realidade desde pelo menos o século XIX. A sua função era basicamente garantir estabilidade de preços e possibilidade de planejamento dos exercícios econômicos futuros para comerciantes e empresários que negociavam grandes quantidades de mercadorias. Agora, a maior bolsa de mercadorias do mundo lançava a possibilidade de apostar no preço futuro do dinheiro – como o dólar tornou-se flutuante, seguradoras passaram a oferecer a garantia de negociação futura de moeda a preço fixo. Isso abriu uma variedade infinita de formas de investimentos, principalmente com derivativos de moeda. Não apenas era possível apostar na alta ou baixa do dólar, como em qualquer outra moeda do mundo e, mais ainda, em combinações de moedas(dólar contra iene, iene contra libra, libra contra franco etc.). Se a improdutividade crescente
do trabalho transformava a fábrica global em shopping global, a crise do dinheiro transformava a economia capitalista num cassino global."

A quebra do padrão ouro tornou o mercado financeiro arma de guerra da burguesia americana contra as outras burguesias. Lenin ja tinha diagnosticado a hegêmonia do capital financeiro sobre o capital industrial, mas agora essa hegêmonia se hipertrofia.

O que seriam os mercados futuros?

Daniel Gluckstein na Revista A Verdade - Revista Teórica da IV Internacional - Numero 9-10 de dezembro de 1994 explica: "Contrariamente aos mercados ditos a 'vista ', onde as transações se fazem dia-a-dia, os mercados a prazo(ou futuros nota de C&R) segundo um preço fixado antecipadamente". Ele exemplifica:  "um produtor de trigo, cuja produção não estará disponível dai a seis meses e que teme a baixo do preço do trigo neste momento, vai fazer um contrato com uma contrapartida a preço atual para entregar em data posterior. Se, dai a seis meses, o preço do trigo baixou efetivamente, o cerealista ganhará. Se, ao contrário, o preço sobe, ele não tira o proveito da alta. Se este cerealista tiver como prever a alta, ele vai vender o contrato a uma terceira pessoa e fazer um contrato mais vantajoso. Por seu lado, o comprador de trigo terá um comportamento inverso e talvez seja levado a vender este mesmo contrato a um terceiro. Centenas e mesmo milhares de transações vão assim desenvolver-se, tendo por um lado um mercado físico de venda e compra de produtos e, por outro lado, um mercado de compra e venda sobre os próprios contratos. A este tipo de mercado se da o nome de derivativo, porque ele tem origem numa transação real. O contrato de venda e compra torna-se, então, um ''produto'' que tem seu próprio mercado, que pode seguir uma via completamente autônoma em relação as transações físicas que estiveram na sua base. Tanto mais que as terceiras pessoas que compram os contratos, e eventualmente o revendem a outros, não são geralmente cerealistas ... E , através de mecanismos sofisticados, a mesma quantidade de trigo vai ser trocada várias vezes, pondo em jogo somas infinitamente mais importantes que o montante da transação final. ... Mas a desintegração do sistema monetário de Bretton Woods, em 1971, instituindo taxas de câmbio flutuantes e pondo em primeiro plano o papel das taxas de juros ... fez inchar os mercados derivativos." Portanto esses mercados fictícios são uma forma de contornar a inexistência de novos mercados a serem conquistados.

O mercado financeiro é independente da economia "real"?

Daniel Gluckstein, trotskista, sempre defendeu que não: "De forma mais geral, o estágio do imperialismo senil caracteriza-se pelo fato do mercado especulativo, parasitário e financeiro, prevalece sobre a indústria ao qual ele se opõe". Daniel Gluckstein na mesma Revista A Verdade-Revista Teórica da IV Internacional - edição 09-10- em língua portuguesa, esclarece: "as taxas de lucro na especulação comandam as taxas de lucro na produção." Essa afirmação de Gluckstein no distante ano 1994, descreve condições que são ainda mais criticas atualmente, a quantidade vira qualidade, vejamos os gráficos:

Michal Roberts mostra o gŕafico a seguir, demonstrando o crescimento da divida do setor industrial (corporativo)dos EUA .




Michael Roberts também mostra o gráfico da lucratividade do setor corporativo, ou industrial, nas principais econômias do mundo.




Verificamos que no imediato pós guerra, a lucratividade cresceu com a reconstrução da Europa, depois de uma longa queda. Temos uma recuperação na década de 80, um período de ataques a classe trabalhadora, em especial pelas políticas que tiveram liderança de Reagan e Thatcher, nas quais a desregulamentação e o rebaixamento do preço da mão-de-obra foram a tônica. Em outro artigo, Michael Roberts resgata o legado desses dirigentes das duas principais burguesias: "A única saída era destruir o poder do trabalho e mudar a distribuição do valor criado pelo trabalho em direção ao capital, ou seja, aumentar a taxa de mais-valia como um fator neutralizador da queda na taxa de lucro. Além disso, em muitas economias importantes, havia a necessidade de destruir o valor do antigo capital e indústrias improdutivos. Eles seriam muito mais produtivos e lucrativos com novas tecnologias e mão-de-obra mais barata em outros lugares. O objetivo era acabar com a produção de muitas indústrias manufatureiras e pesadas nas economias capitalistas maduras e transferi-las para países do leste da Ásia e da China, onde a lucratividade era muito maior, ou seja, a globalização." Na década de 90, o avanço do capitalismo sobre os antigos países de economia planificada não trouxe benefícios para os trabalhadores, porem resgataram a taxa de lucro, destruindo a indústria daqueles países. "Em outras palavras, o capital constante não aumentou devido a inovações e investimentos em novas tecnologias, enquanto a mais-valia aumentou." Roberts ressalta:
"Assim, de 1975 a 1996, a taxa de lucro do Reino Unido subiu 50% e, embora a composição orgânica do capital também subisse 17% (principalmente nos anos 90), a taxa de exploração do trabalho saltou 66%! Se isolarmos apenas os anos de Thatcher, é a mesma história: a taxa de lucro aumentou 22%, a tecnologia e a fábrica foram dizimadas e a composição orgânica caiu 3%, mas a taxa de exploração aumentou 20%. Os anos de Thatcher foram devastadores para o trabalho, mas o processo já havia começado com o trabalho antes e continuado até meados da década de 90."
Portanto uma permanente destruição de forças produtivas, o capital especulativo passa a ser muito mais atraente do que investir na produção, voltando a frase de Daniel Gluckstein "De forma mais geral, o estágio do imperialismo senil caracteriza-se pelo fato do mercado especulativo, parasitário e financeiro, prevalece sobre a indústria ao qual ele se opõe", mas as leis da dialética são implacáveis, e a quantidade se torna qualidade. Hoje, um mercado afogado em capitais especulativos, que encontra dificuldade para achar setores lucrativos, se torna o cenário perfeito para doenças negligenciadas, também susceptíveis a lei da dialética, que passam da quantidade à qualidade "entre 2011 e 2018 a OMS acompanhou 1.483 eventos epidêmicos em 172 países, de doenças como Ebola, Zika, SARS e febre amarela" (veja o relatório aqui). O próximo passo seria, obviamente, uma pandemia. Se ela estourou, foi por negligência criminosa.

A atual alta do dólar

O site UOL economia informa que a atual alta do dólar veio pra ficar. Assim, em conformidade com tudo que analisamos acima e com os escritos da OCI, a pilhagem dos imperialismo dos EUA se acentua sobre os outros povos. A desvalorização da moeda dos outros países representa uma transferência de divisas para a burguesia dos EUA. Dado que todas as dívidas são indexadas nessa moeda. Os capitais especulativos encontram setores onde podem se valorizar e como já citamos recentemente, a reconstrução depois da destruição massiça de forças produtiva, como dizia Natha Rothschild "compre ao som de canhões venda ao som de violinos", é um ótimo momento de se investir.

Neste dia internacional dos trabalhadores fazemos um tributo à memória de Lambert e à luta pela reconstrução da IV Internacional.

A memória de grandes lideranças é melhor homenageada na luta concreta e é parte da luta concreta analisar as condições econômicas. Foi isso que Lambert e o Circulo de Estudos Marxistas, em Paris, fez. A análise econômica permite deduzir quais bandeiras devem ser levantadas em momentos como esses que passamos.  Porque a classe inimiga tem muito interesse em nos confundir e se não entendemos sua dominação econômica, podemos dos confundir na tomada de decisões políticas.

A republicação de um texto político que resulta da investigação que um círculo que reunia operários e cientistas marxistas fazia numa França em que se dizia que haviam outros setores mais revolucionários que classe operária só é possível hoje porque as decisões políticas do Biro Político da OCI, organização de Lambert, tomou a decisão de reconstruir a IV Internacional como capaz de responder as necessidades daqueles que precisam da revolução. Num momento de pandemia isso só pode se traduzir num conjunto de medidas que materializem e decorram da analise econômica que resgate as premissas econômicas do programa de transição.

O que fazer?

Henrique Meirelles, econômista burguês, fala em imprimir dinheiro e diz que neste momento não há risco de inflação, pois o consumo  das famílias esta baixo. Esta é a perspectiva de um banqueiro. O que o povo trabalhador precisa é o oposto, é ter o direito de consumir, ter dinheiro para poder comprar aquilo que precisa. E isso só pode ser feito com soberania sobre a nossa moeda e controle do câmbio.

No texto que republicamos abaixo se diz: 'Os trabalhadores estadunidenses e suas organizações dizem não a política antiopeŕaria de Nixon.' Sim, governo após governo, os Estados Unidos tem aplicado políticas contra sua própria classe operária que não possui direitos de proteção trabalhista. Atualmente, na pandemia de coronavírus, por exemplo, não há nenhum marco de proteção ao emprego nos EUA. A primeira onda de demissões gerou 7 milhões de demissões e são esperadas novas ondas. Milhares de trabalhadores brasileiros também ficaram desempregados. Diante dessa situação a palavra de ordem principal é estabilidade no emprego. Nenhum trabalhador deve ser demitido durante a pandemia de coronavírus! O salário deve ser garantido a todos os trabalhadores!

Enquanto o golpista Guedes, sinistro do "presidente efetivo" Braga Neto, planeja congelar o salário dos servidores por dois anos (ver aqui), alegando queda na arrecadação devido a paralisação da econômia. O Brasil convive com taxas recorde de evasão de capitais. O ano de 2019 registrou a maior fuga de dólares da história, isso muito antes da pandemia, que agora veio junto com novo recorde histórico. Enquanto Guedes quer fazer com que os servidores públicos paguem a conta da pandemia, os mesmos servidores que são responsaveis pelo combate a pandemia, os especuladores lucram nas costas do povo trabalhador.

Um governo de emergência do PT

Uma medida que um governo de emergência do PT deveria tomar, é a centralização do cambio. Economistas como Carlos Lessa e  Luiz Gonzaga Beluzo já defenderam essa medida para proteger o mercado interno.  Em entrevista a Carta Maior, Lessa defendeu a centralização  do cambio frente a crise de 2008 Nós temos que reforçar nossas defesas. Se perdermos 50 bilhões e tivermos, em 2009, uma balança comercial altamente deficitária, as reservas brasileiras acabam”
Nesse momento em que o país precisa importar Equipamento de Proteção Individual e ventiladores, as previsões são de queda das exportações, o valor da queda é estimado na ordem de 18,6 bilhões de dolares. Simultaneamente o dólar em alta, dificultando a importação de equipamentos, temos um cenário parecido, porém mais grave, do que o professor Carlos Lessa descreveu em 2008, portanto a centralização do câmbio é uma medida emergencial, em especial, quando  a falta de investimentos em ciência e tecnologia, depois do Golpe, não permitiu que nossas universidades desenvolvessem testes, ventiladores e toda a sorte de suprimentos necessários para combater a covid-19. Centralizar o câmbio se torna uma medida de emergência que só um governo do PT seria capaz de realizar.

A lista de medidas de emergência que deveriam ser tomadas no Brasil, como as que o núcleo de base do PT "Ninguém Fica Para Trás" sistematizou e cuja figura está no início deste artigo desenvolvem um método: partir da necessidade das massas. Na conjuntura do Brasil atual isto se coloca como a formulação de exigência de um governo que rompa com a ditadura instalada desde o Golpe de 2016, a qual estão submetidas todas as instituições, para poder aplicar tais medidas de emergência.

Segue abaixo, o documento publicado pela OCI em 1971, resgatando, a memória de uma trajetória de investigação da crise do capitalismo por círculos que reúnem cientistas e operários marxistas:
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Declaração do birô político da Organização Comunista Internacionalista(francesa)-pela reconstrução da IV Internacional-20 de agosto de 1971-extratos
I Crise da decomposição do regime da propriedade privada dos meios de produção

Bastou apenas um discurso, pronunciado pelo representante de Wall Street sediado na casa branca, para colocar abaixo o amontoado de mentiras edificado para provar que o capitalismo ao se auto-reformar, teria encontrado uma pretensa capacidade de superar suas contradições internas, agravadas na fase do "imperialismo, fase superior do capitalismo"(Lenin) fase do capitalismo apodrecido e agonizante. Em um discurso pronunciado em 15 de agosto, Nixon é obrigado a infligir um desmentido feroz aos teóricos do neocapitalismo, do capitalismo monopolista de Estado, e a todos aqueles que, para enbelezar, consciente ou inconscientemente - pouco importa - o sistema da propriedade privada dos meios de produção, exaltavam a eficácia das medidas "anti-cíclicas", tomadas pelos magnatas do capital financeiro, que teriam assim garantido uma "ultrapassagem progressiva" do capitalismo, permitindo-lhe, ao longo de um ''periodo de prosperidade '' de longa duração, de desenvolvimento das forças produtivas.

Hoje, todas essas 'teorias ' se desfazem em migalhas no chão, despedaçadas pelas medidas tomadas pelo imperialismo estado-unidense.....

Hoje, tanto as medidas tomadas pelo imperialismo dos EUA quanto aquelas que os imperialismos secundarios tentam adotar, e em particular no que nos diz respeito, o imperialismo francês, exprimem a tendência inerente do capitalismo agonizante de desagregar o mercado mundial. As medidas exprimem igualmente a vontade de fazer os trabalhadores de cada pais pagarem , em seus paises, pela sobrevivencia do regime da propriedade privada dos meios de produção, para tentar superar o caos econômico, financeiro, politico e social que provoca a desagregação do mercado mundial.

Tal é , sem maquiagens, a realidade.

A OCI afirma de acordo com Lenin e Trotsky:

No estágio do imperialismo, resultado final de todo o desenvolvimento do capitalismo, do qual, não seria possível dissocia-lo, as forças produtivas sufocadas na prisão da propriedade privada dos meios de produção dos Estados nacionais.
Crises monetárias, inflação deflação, desvalorização, revalorização, controle de taxas, embargo sobre ouro, politica de juros, contratos de crédito, todas essas medidas e consequências e várias outras mais, traduzem o impasse do sistema capitalista cuja sobrevivência implica no agravamento das condições de vida e de trabalho, na desqualificação, no desemprego , na delinquência juvenil , na queda do poder de compra, no aumento dos preços, no desmantelamento regulado do ensino e na ruína da cultura.

A OCI Afirma:

Para salvar a civilização humana e as massas trabalhadoras da decadência, não ha tarefa mais urgente do que o combate unitário pela abolição da propriedade privada dos meios de produção, através da revolução proletária, para instaurar o poder da classe operaria em substituição ao Estado burgues.

A OCI afirma:

Não há tarefa mais urgente que se organizar para construir o partido revolucionário e reconstruir a IV Internacional, instrumento indispensável para realizar as aspirações das massas trabalhadoras e para garantir a defesa contra o capital e o Estado.

II. A militarização da econômia capitalista condiciona a sobrevivência do imperialismo

Os acontecimentos confirmam a exatidão da análise marxista, tal como Trotsky a formulou no programa da IV Internacional, adotado em 1938: os capitalistas os agentes conscientes do capital, os jornalistas pequeno burgueses, os inventores e outros mistificadores, instalados dentro e fora do movimento operário têm buscado, há mais de 30 anos, justificar a pretensa capacidade do regime capitalista de se auto-reformar, de colocar em xeque as capacidades revolucionárias do proletariado, acusando a classe operária de 'aburguesamento'. As medidas tomadas por Nixon acabam com todos os cantos de sereia através dos quais, por toda a parte, procurou se ofuscar a consciência de classe do proletariado.

Mas a questão vem a tona. Como se chegou a esse ponto? Nesses 25 últimos é bem verdade, que assistimos a gigantescos progressos técnicos, que os ideólogos pequeno burgueses qualificaram de terceira revolução industrial.

Armada do instrumento representado pelo programa marxista do partido revolucionário, a OCI responde:

-Em 1945, em todos os países, as massas trabalhadoras-radicalizadas pelos sofrimentos vividos durante a segunda guerra - se mostram prontas a se enganjar no combate revolucionário para acabar com o regime capitalista. Mas em Yalta e Potsdam, Chruschil, Stalin, Roosevelt, Truman - os grandes desse mundo - colocam-se de acordo contra a revolução socalista e sob a reforma de reconstruir os Estados burgueses desagregados, o sistema de lucro. Os dirigentes das grandes organizações operárias colaboram com a burguesia: na França, ministros do partido Comunista Frances (PCF) e do Partido Socialista são colocados dentro do governo presidido por De Gaulle.

Para acalmar os trabalhadores e bloquear o caminho da revolução os capitalistas de todos os paises são obrigados a conceder algumas reivindicações.

O essencial para a burguesia é salvar o regime da propriedade privada dos meios de produção e reconstruir os estados burgueses: ela abre uma mão contando firmemente recuperar o dobro com a outra.
Assim as condições políticas para a reconstrução das economias capitalistas são reunidas em 1949; para os EUA, em particular ,é um bem sem precedentes. A reconstrução das economias devastadas pela guerra, torna-se o motor do "progresso" econômico, em todos os países.

A OCI levanta uma nova questão: pode-se qualificar como sendo"progresso " o que não passa de uma reconstrução do que foi destruído? E os milhões de mortos? E os milhões de mutilados? E o gigantesco e mortal desperdício de trabalho humano que o massacre, a qual os povos foram jogados, provocou para saber quem entre os mestres capitalistas dominaria o mundo?

Passemos recomecemos.

Sim, desde 1949, a economia dos EUA está ameaçada por uma crise econômica e financeira que seria o sinal de um desabamento internacional de uma incomparável e maior amplitude que o de 1929, com todas as ameaças revolucionárias que implicariam uma tal crise.
É então que "no alto", entre os mestres capitalistas decide-se recomeçar.
Em 1950, a guerra da Coréia vai reconduzir o lançamento da econômia dos EUA e, partindo dela, da economia mundial.
Desde então, ano após ano, foram as injeções, cada vez maiores, de créditos militares na economia dos EUA que levaram a um "progresso econômico sem precedentes".
Até 1941, a produção de armamentos representava apenas 1% da produção nacional, oficialmente hoje ela representa 10%, mas na verdade são 20% de forma permanente. Os orçamentos de defesa são inflados e atingem a soma formidável de 100 bilhões de dolares oficialmente , e, na realidade chegam a 200 bilhões. O mesmo se passa guardadas as proporções , nos demais países capitalistas.
Novamente, a OCI coloca a questão para todos aqueles que insistem em martelar  nos ouvidos dos trabalhadores, sobre a capacidade do neocapitalismo, ou do capitalismo monopolista de Estado, de garantir um novo desenvolvimento das forças produtivas no âmbito da propriedade privada dos meios de produção.
Pode se qualificar de "progresso econômico sem precedentes" esse gigantesco desperdício de trabalho humano,no qual as forças produtivas colocadas em ação pelos explorados, transformam-se em forças destrutivas, assim como Marx, Lenin e Trotsky tinham indicado? Pode se falar efetivamente de avanço das forças produtivas quando os fatos demonstram quanto Marx e Engels tinham razão em predizer que, em um certo estágio de seu desenvolvimento , os gastos com a sobrevivência do regime capitalista custariam mais caro do que o que esse regime proporciona a humanidade?
Com o imperialismo "a reação em toda a linha" , assim como Lênin definiu -, a força de trabalho dos trabalhadores é desperdiçada com a militarização da econômia a civilização humana é ameaçada de ser engolida pela barbárie cuja guerra do Vietnã e o extermínio dos ''bengalis'' representam os primeiros sintomas.
A OCI afirma, e os fatos demonstram, que o "Programa de Transição" da IV Internacional teve um prognóstico correto ao constatar:
"As premissas econômicas da revolução proletária chegaram há muito tempo no ponto mais alto que pode ser atingido pelo capitalismo. As forças produtivas pararam de crescer. As novas invenções e os progressos técnicos não conduzem mais a um crescimento da riqueza material. As crises conjunturais, nas condições de crise social de todo o sistema capitalista, trazem privações e sofrimentos cada vez maiores às massas. O crescimento do desemprego aprofunda, por sua vez, a crise financeira do Estado e mina os sistemas monetários abalados . Os governos tanto democráticos como fascistas, vão de uma bancarrota a outra."
O governo dos EUA pela voz de seu presidente Nixon, pelas medidas que tomou - embargo sobre o ouro, não conversibilidade do dólar, taxa de 10% sobre as importações -, busca fazer os outros países capitalistas pagarem a sua própria bancarrota. Instaurando os congelamento dos salários, busca igualmente fazer com que os operários estado-unidenses paguem a sua bancarrota. Mas Nixon não deixou de declarar em 18 de agosto de 1971, em Dallas:
"As despesas militares não serão atingidas pelas medidas recentemente tomadas; ao contrário, deve-se justamente valorizar a capacidade de defesa do país".
De bancarrota em bancarrota, se o proletariado mundial não acabar com o regime capitalista em cada país, os capitalistas de cada país levarão a humanidade a bancarrota geral e a barbarie.

III. O impasse da economia de armamentos é a causa da crise monetária

O sistema capitalista não produz mercadorias para satisfazer as necessidades dos seres humanos; produz mercadorias que precisam ser vendidas no mercado visando a realizar, sob forma de dinheiro, lucro, cuja a fonte é a mais valia extorquida pelo capital do trabalhador assalariado, investido (acumulado) assegura o funcionamento do sistema de produção capitalista.

Em nenhum momento os produtores conseguem amealhar o produto de seu trabalho. O modo de produção capitalista, em intervalos periódicos se vê com excesso de mercadorias, excesso de trabalhadores, excesso de capitais.

Não podendo mais realizar a mais-valia o sistema capitalista confronta-se com a crise econômica que, então, produz uma brusca e maciça destruição das forças produtivas, reduzindo milhões de trabalhadores ao desemprego, até que o modo de produção capitalista, suficientemente saneado, por um lado, como resultado dessas destruições, e, por outro lado, pela conquista de novos mercados, possa retomar a sua marcha à frente.

Com o imperialismo, estágio supremo do capitalismo, o planeta inteiro esta submetido ao mercado capitalista; a partilha do mundo esta terminada. A expansão de cada imperialismo, a longo prazo, so é possível às custas ou por meio das guerras imperialistas.

A militarização da economia e a economia de armamentos tornam-se por um período mais ou menos longo e como prefácio da economia de guerra propriamente dita - meios privilegiados de realizar a mais-valia. Dito de outra forma, o militarismo torna-se o meio-principal - de acumular capital.
Os crescentes orçamentos de militares e a economia de armamentos tornam-se fatores indispensáveis ao funcionamento do conjunto da econômia capitalista. No próprio seio da economia, em seu conjunto, o Estado burgues, fundindo-se com os monopólios, forja um mercado parasitário no qual se precipita uma parcela cada vez maior das forças produtivas, transformadas assim em forças destrutivas, que servem de motor de empuxo para a marcha de toda a economia capitalista.

A crise econômica clássica, é assim, contida até certo ponto pela destruição maciça das forças produtivas utilizadas para a construção de armamentos.
O consumo de mercadorias para e pelos exércitos, absorvendo o material de guerra, abre um mercado novo, ao qual tudo é subordinado: as máquinas, o trabalho de milhões de produtores, a pesquisa científica e técnica e as aplicações industriais da pesquisa.

A economia de armamentos garante desde então o funcionamento do conjunto do sistema e todo os ramos da produção capitalista. Ela é a condição para o prosseguimento da acumulação do capital . Mas ela não é suficiente para sanear a economia capitalista. Caso a guerra não venha, como conclusão lógica, as fronteiras do mercado estruturado com base na propriedade privada dos meios de produção na época do imperialismo cedo ou tarde limitarão o setor da economia de armamento, assim como todos os outros setores da economia capitalista.

Nixon confirma esses limites nas medidas que acaba de adotar.

O déficit da balança de pagamentos estadounidenses traduz o fato de que o capitalismo estado-unidense "produziu um excesso de mercadorias de todo tipo, incluindo militares". E não se trata somente dos EUA, mas de todos os demais imperialismos. Todos os países têm num momento ou noutro "exportado em excesso" ou "importado em excesso ".

Em todos os países, os preços estão em alta, como também o crédito. Em todos os países há inflação.
As crises monetárias e financeiras que se sucedem, ano após ano, acabam de explodir numa crise maior. Essas crises têm uma única causa: o mercado mundial não tem capacidade para absorver mercadorias produzidas. Apesar da economia de armamentos, há uma superabundância mundial, de capitais sob a forma de mercadorias e meios de produção.
A crise de superprodução ameaça. A ameaça é ainda agravada pelo fato de que o setor de armamentos é alimentado pelos Estados burgueses, que o financiam por meio da inflação de crédito e moeda, por manipulações financeira de todo o tipo - as famosas medidas anticíclicas -, que terminam criando uma massa crescente de capitais fictícios, dos quais uma fração cada vez menor chega a ser investida na produção. É aí, exclusivamente aí, que reside a causa da crise do sistema monetário internacional. Todos os estados burgueses, visando a sustentar suas despesas parasitárias de todo tipo, e particularmente as despesas com armamento , têm aberto saidas artificiais à produção para permitir à economia em seu conjunto funcionar. Todos os governos capitalistas, e em primeiro lugar o governo dos EUA, financiam o setor de armamentos por meio de acordos de cavalheiros , emprestimos , inflação e pelas mil euma maneiras fornecidas pelas tecnicas financeiras. Os desiquilíbrios das balanças comerciais e de pagamentos principalmente o desequilíbrio da balança estado-unidense, que estão no centro dessa formação de enormes capitais fictícios, traduzem o impasse de uma economia baseada na propriedade privada dos meios de produção.
Não é urgente acabar com a dominação burguesa e com seu modo de produção?

IV- Nixon deciciu não mais honrar seus cheques sem fundos e seus acordos de cavaleiros.

No fim da segunda guerra mundial, o imperialismo estadunidense distanciava-se - e de longe - de todos os outros imperialismos, tanto da Inglaterra e o da França, quanto da Alemanha e Japão "vencidos".
Na conferência monetária de Bretton Woods, em 1944, o dolar é consagrado como padrão, equivalente ao padrão ouro ou como meio de pagamento internacional. O capital financeiro ianque domina assim, sem contestação, o mercado mundial, que ele contribuíra para restabelecer em 1949.
A partir de 1949 o imperialismo estado-unidense choca-se com as barreiras do mercado mundial, estruturadas sobre a propriedade privada dos meios de produção. Ele se safa, como vimos, por meio de injeções crescentes de créditos militares, que, pela constituição do mercado parasitário e artificial da economia de armamento, preservam a estabilidade do mercado capitalista, no qual as forças produtivas sufocam na camisa de força da propriedade privada e dos Estados nacionais. Isso ocorre por algum tempo.... até o momento em que a massa de capitais fictícios, incapaz de se reconverter na produção capitalista "normal", flutua a procura de lucro na especulação. A partir daí, e sob uma forma latente, velada ou mais aberta, a crise financeira internacional ameaça, como expressão da crise clássica da superprodução.

O lugar, o papel jogado na economia, na política e na diplomacia pelo imperialismo estado-unidense, sobre o qual repousa todo o edifício do sistema mundial do imperialismo, exigem que o dólar permaneça como meio de pagamento internacional. Porém, cada vez mais, e sobretudo desde o inicio da década de 1960, as condições, as condições financeiras não permitem que o dolar desempenhe livremente o seu papel de meio de pagamento internacional. Confrontando, por um lado, à concorrência de rivais que reconstruíram a sua capacidade concorrencial, mas cuja estabilidade, e, por outro lado, com seu próprio proletariado, o imperialismo estado-unidense deve sustentar a conjuntura econômica internacional por uma nova escalada das despesas armamentistas. Essas despesas armamentistas conduzem anovas altas de preço e criam, pela inflação, uma massa sempre crescente de capitais flutuantes, que cada vez mais a economia, as finanças e as, relações sociais.

Em 1968, o sistema começa a quebrar. Como o dólar não podia mais desempenhar livremente o papel de moeda de pagamento internacional, o imperialismo estadounidense enganja-se em uma política para impor seu curso forçado, quer dizer, a via da subordinação estreita das outras burguesias ao interesse exclusivo da burguesia estado-unidense.
Dois mercados são constituídos, o do curso livre do dólar e o dos bancos controlados que podem obter reembolso de seus dólares, pela cotação oficial de 35 dolares a onça de ouro.
Esse frágil edifício não dura muito. Ao surpreender a convertibilidade do dolar, quer dizer, ao decidir o embargo sobre as compras de ouro e instituir uma taxa suplementar de 10% sobre as importações, o imperialismo estado-unidense e seu presidente Nixon deixaram claro ao mundo que os outros países estavam obrigados a aceitar as condições necessárias à estabilidade de ordem econômica e social dos EUA. Todos os porta-vozes dos imperialismos concorrentes não deixam de ter razão quando denunciam "o jogo de cartas marcadas", que Nixon baixou (segundo o jornal Times de Londres) ou protestava contra a política do big stick (grande porrete em inglês - Nota de C&R). As medidas adotadas pelo imperialismo dos EUA significavam "a ruína das exportações alemãs", declaravam magnatas da industria alemã. Com eles, magnatas do capital financeiro europeu, os governos do capital financeiro na França e na Suíça, entre outros, tentam aterrados, resistir. Mas as medidas que adotam não serão capazes de construir as barreiras que eles pretendiam.

O Imperialismo estadunidense dita sua lei!
Mas o capital financeiro Ianque, apesar de todo o seu poder, não pode impor totalmente sua lei. Não que esse não fosse o desejo de Nixon, mas do mesmo modo que as leis cegas do capital não cessaram de se manifestar no período de 25 anos anteriores, de pretendida prosperidade econômica, elas continuam em vigor. O capital continua capital. Os outros estados burgueses continuarão, para defender sua parcela num mercado mundial restrito, a resistir à dominação do imperialismo estadunidense. Eles serão obrigados a aceitar uma parte sempre menor, mas não serão capazes de abolir a anarquia nem a concorrência entre os capitalistas e os monopólios em cada país e entre todos os países. As medidas adotadas por Nixon significam que, dentro de um período de tempo maior ou menor, terá que ser estabelecido uma nova repartição das posições econômicas e financeiras em escala internacional, novas paridades entre as moedas terão que ser fixadas, tendo em conta a relação de forças real entre as burguesias imperialistas que disputam entre sim os mercados.
E depois... tudo recomeça. Até quando? Até o momento que o proletariado em cada pais abolir a propriedade privada dos meios de produção e reverter a dominação de classe de cada burguesia encarnada nos estados burgueses.

V- O governo Nixon e todos os outros governos capitalistas procurarão fazer as massas trabalhadoras pagar a conta. Para serem trocadas por seu valor, as mercadorias exigem um padrão de medida. Somente o padrão ouro e o papel moeda, conversíveis em ouro a qualquer momento, podem garantir um funcionamento "normal"(com as crises periódicas de superprodução) do modo de produção capitalista. Mas para que o padrão ouro possa funcionar, é preciso que as mercadorias produzidas possam ser escoadas no mercado. O imperialismo decretou o fim do padrão ouro porque chegou a um estágio em que o mercado mundial "limitado " pelas barreiras da propriedade privada dos meios de produção e pelos Estados nacionais não pode mais observar a massa crescente de mercadorias produzidas. O retorno ao padrão ouro é um sonho vão.

De 1945 ao discurso de Nixon, vimos que condições o mercado mundial funcionou. Durante esse tempo, as forças produtivas que sufocam na camisa de força dos estados nacionais ultrapassados, tenderam a construir um mercado mais adequado. A Europa dos seis (antecessora da União Européia-Nota de C&R) respondeu a essa necessidade ... que não poderia resolver o problema, porque a tentativa de unificação européia se situa no quadro do sistema capitalista. O Mercado Comum implantou-se aos tropeços, em meio a crises sucessivas, enquanto o imperialismo estadunidense aceitava, ou podia manter a conjuntura internacional. O discurso de Nixon jogou o belo edifício comunitário por terra. Cada um dos países participantes do Mercado Comum Europeu esforça-se para defender contra todos os outros suas posições face o imperialismo estado-unidense. Cada um se apressa a negociar com Washigton. Vãs especulações habitam o cérebro dos dirigentes capitalistas mistificados e mistificadores, que lhes faz acreditar que, uma vez que o comércio exterior com os Estados Unidos está relativamente fraco, as ameaças seriam menores para a econômica francesa. Para começar, os setores de ponta mais concentrados, os setores de ponta, aqueles que alavancam toda a economia capitalista, que exporta uma parte importante de sua produção para os Estados Unidos, são os mais afetados. Sem contar a massa de divisas exportadas pelo turismo estado-unidense, as restrições decididas por Nixon só podem acentuar as rivalidades entre os imperialismos europeus, reduzidos a uma magra porção do mercado europeu, e, portanto, reforçam a pressão sobre a economia francesa, bem menos desenvolvida que a economia alemã. Enfim, basta comparar com a crise de 1929: a parte da economia francesa no mercado mundial era, então, menos importante que hoje, e aquela crise não deixou de atingir severamente a França; a economia francesa é parte integrante do mercado mundial, no quadro da divisão internacional do trabalho criada pelo capitalismo e do qual ela não pode se separar. Do mesmo modo que as outras economias capitalistas, a economia francesa sofrerá as consequências da "nova politica econômica" dos Estados Unidos. Já é com grande terror que os dirigentes franceses estimam as possibilidades de desabamento, em prazos maiores ou menores, do Mercado Comum Agricola. Os políticos burgueses da França sabem que a única saída que lhes resta consiste em fazer os trabalhadores pagarem a conta, em bloquear as reivindicações por melhores condições de vida e de trabalho, em obrigar a classe trabalhadora a aceitar condições de vida extremamente rebaixadas. Nesse ponto, há perfeito acordo entre todos os dirigentes do imperialismo mundial. Desde Nixon, que congela salários, passando por Pompidou-Giscard d'Estaing - que pedem aos trabalhadores e sindicatos para não reivindicar - , pelos governos social-democratas alemães e até pelo conservador Health, todos, e com eles os magnatas do capital financeiro, apressam-se em todos os países - tanto nos EUA como na França, no Japão ou Alemanha - a tentar impor às massas trabalhadoras o preço a pagar para tentar manter a estabilidade do modo de produção capitalista.

VI- Por uma política de resistência operária unitária contra as medidas do capital, pelo governo operário

É um fato. Todos os trabalhadores estão convencidos de que não será o poder atual de Pompidou-Chaban que vai economizar medidas contra as condições de vida dos trabalhadores para proteger os lucros dos monopólios. Desde já, antes mesmo do desenvolvimento da crise aberta pelo discurso de Nixon em 15 de agosto, a alta das tarifas de transporte, do gás e da eletricidade, conjuntamente com a elevação sem precedentes do custo de vida, são as características da politica governamental. Será assim também amanha, ainda mais que hoje, com certeza.

Mas é preciso falar claro. Os monopólios, o capital financeiro, são o resultado final de todo o desenvolvimento do capitalismo, são o desenvolvimento inevitável do sistema da propriedade privada dos meios de produção. Não é possível dissociar os monopólios do capitalismo, da propriedade privada dos meios de produção. Não é possível combater o sistema da propriedade privada dos meios de produção, que engendrou , sem combater o capitalismo e o estado burguês. Pretender o contrário é facilitar toda a politica mortífera dos monopólios capitalistas. É assim que a luta para abrir a via ao socialismo, o único meio de colocar fim aos males inerentes ao regime capitalista, significa que aqueles que pretendem falar em nome das massas trabalhadoras devem chegar a propostas concretas, opor a mobilização da classe operária a medidas tomadas pelo governo para salvar o regime do lucro, baseado na propriedade privada, e tomar as medidas ditadas pela defesa dos interesses dos trabalhadores:

- Contra a carestia: indenização de 200 francos, mensal e igual para todos
- Contra a alta dos preços, escala móvel integral baseada no índice dos preços estabelecidos pelos sindicatos. Abaixo os índices governamentais manipulados!
- Contra o congelamento de salários sob qualquer forma que seja. Abaixo os contratos de crédito e os contratos programados por meio dos quais o governo propõem aos sindicatos aceitar uma politica de remuneração que impediria a luta pelas legítimas reivindicações.
- Os magnatas do capital financeiro especulam com o franco. Abaixo a especulação bancária! Os bancos conhecem os nomes dos especuladores, os sindicatos dos bancários devem abrir todas as contas e tornar publicar os nomes dos especuladores.
- Para acabar com as especulações fundiárias, estatização sem indenização das terras desocupadas.
- Não é suficiente falar de reformas. É preciso indicar claramente pelo que chamamos trabalhadores a combater. Já soou a hora para o capitalismo. Ele não pode trazer às massas laboriosas mais do que desemprego e agravamento das condições de vida. O capitalismo dos monopólios deve desaparecer, e com ele o regime da propriedade privada dos meios de produção, do qual é produto ao qual esta ligado e religado por milhares de lações de exploração.
- Estatização sem indenização e sob controle operário dos trustes da siderurgia, dos bancos, do comercio atacadista, dos monopólios da industria e da alimentação.
- Reforma das estatizações da ferrovia, do gás e da eletricidade etc; cassando os conselhos administrativos do Estado burgues e do capital financeiro. Controle pelos trabalhadores da SNCF(ferrovias), do gás e da eletricidade e de todos os serviços públicos, por meio de delegados eleitos pelos trabalhadores , representantes dos sindicatos e representantes eleitos dos usuários.
- Estatização sob controle dos operário, sem indenização, das empresas de transporte.
- O capitalismo, cujo tempo, já acabou, só pode trazer a decadencia à juventude. É preciso acabar com participação nas estruturras da reforma Faure-Guichar, que exclui milhares de estudantes da possibilidade de obter um diploma indispensável a um emprego qualificado.
- É preciso acabar com as frases vazias sobre os pretensos aspectos positivos da reformado ensino. Não há nada de positivo para os universitários e para os alunos secundaristas do CET nas medidas adotadas por Guichar. É preciso indicar claramente que o ensino deve ser administrado em todos os níveis, dos colégios e dos CETS das universidades, por representantes dos pais, dos alunos, sindicatos e professores delegados eleitos dos estudantes secundaristas e universitários. Para defender a laicidade, é preciso não apenas suprimir os créditos ao ensino livre e religioso, mas suprimir o ensino livre e religioso e combater por uma escola só. Separação real entre igreja e Estado!

É claro que essas e outras reivindicações , que o trabalhadores levantarão por si mesmos, e que efetivamente abrirão a via do socialismo libertador, nem o poder atual, nem nenhum governo no qual haja representantes do capital poderão aceitar!
É preciso lutar pelo governo operário, o governo das organizações operárias, que se pronunciarão por esse programa de governo. É tempo, mais do que tempo de unir as massas e as organizações para impor pela luta o programa anticapitalista do governo operário, único que, por recusa acertos e pactos com os detentores da propriedade privada dos meios de produção, responderá às exigências do bem-estar e da liberdade e acabará com as leis e decretos pelos quais o governo, com seu ministro Marcelin, procura, por meio do Estado policial, impor a alta de preços e a deterioração das condições de vida. Está claro que o governo operário restabelecera e alargara todas as liberdades democráticas e assim assegurará o pleno livre exercício das massas em luta contra a burguesia e seu Estado.

VII- Pelo Governo Operário, Pelo Partido Operário

Está claro que essas reivindicações são as que correspondem às verdadeiras aspirações da classe trabalhadora e das massas da pequena burguesia das cidades e do campo. Está claro que nenhum trabalhador, nenhum militante operário, nenhuma organização que se reivindique da classe operária poderia se declarar em oposição as reivindicações. Por isso, cada um de nós, todos juntos, trabalhadores e militantes, nos perguntamos: por que as organizações operárias não se colocam em acordo com todas essas reivindicações do programa operário, permitindo satisfazer às aspirações de todos. A dura experiência da vida ensina aos explorados, são os patrões e o Estado dos patrões que introduzem a divisão na classe trabalhadora. A dura experiência da vida ensina que a divisão se instaura quando, em vez de lutar e defender até o fim, até a vitória, as reivindicações dos trabalhadores, limita-se a greve geral de maio-junho de 1968 aos acordos (de Grenelle) com a burguesia e seu Estado.
Os resultados estão ai!
Três anos após a greve geral de maio-junho de 1968.
a escala móvel não foi conquistada;
a lesgislação contra a previdência social esta até agora em vigor;
os mil francos de salário minimo não foram conquistados;
o aumento do custo de vida acabou com cada vantagem adiquirida;
o governo dos monopólios prossegue no cumprimento de seus planos anti-trabalhador
Marcelin provoca a juventude, protege um policial que agride jornalistas e multiplica os obstáculos ao exercício das liberdades democráticas;
Isso pode prosseguir?

Esta provado que o encerramento da greve geral só beneficiou o patronato.
E então? E então? Já não é tempo de os militantes operários e a juventude tirarem as lições da greve geral que podia tudo, mas foi trocada por eleições nas quais o grande capital, utilizando se da recusa de ir até o fim, reagrupou politicamente suas forças contra a classe operária e suas organizações.

A OCI , A AJS e a Aliança Operária dizem:

É tempo, mais que tempo, de se organizar para combater em unidade pelo governo operário.

É tempo, é mais que tempo de se organizar, pois foi a ausência de um verdadeiro partido operário que nao permitiu a vitória da greve geral. O OCI , a AJS e a Aliança Operária chamam os militantes a se unirem em torno do programa operário, por um governo operário. Ninguém, qualquer que seja a tendência operária à qual pertença, será excluído do segundo congresso da AJS , que se reunirá em 30 e 31 de outubro em primeiro de novembro de 1971. Ninguem, qualquer que seja sua tendência operária à qual pertença, sera excluído da reunião que organizará a força militante para impor o governo de frente única operária. Só os que recusam a se enganjar no combate contra os defensores da propriedade privada dos meios de produção, e que, por isso mesmo, apesar de sua verborragia, se recusam a abrir uma verdadeira saída contra o governo Prompidou-Chabban, só esses não têm lugar no segundo congresso da AJS nem no agrupamento pelo governo operário, o partido dos que querem acabar com burguesia e seu Estado.

VII. Por uma internacional operária, pela reconstrução da IV Internacional

Os trabalhadores estadounidenses e suas organizações dizem não a politica anti-operária de Nixon. Os trabalhadores franceses e suas organizações sindicais dizem não à politica anti-operária que Pompidou-Chaban-Giscard quer impor às medidas adotadas por Nixon.
Os trabalhadores alemães, suiços, ingleses, japoneses recusam a politica anti-operária de suas próprias burguesias ...

Em todos os países, os trabalhadores têm o mesmo interesse de combater o capitalismo e o imperialismo. Em todos os países contra o inimigo imperialista, pela defesa das conquistas e das posições arrancadas pelo proletariado internacional, os trabalhadores têm um mesmo interesse a lhes unir. Mas a unidade exige que sejam claramente definidos os objetivos ao combate proletário.

Quando os dirigentes da URSS apoiam o plano Rogers, que permite ao sanguinário Hussein liquidar a resistência Palestina, eles aportam sei apoio a Nixon....

No momento em que uma das mais violentas crises atinge o imperialismo e traduz a falencia fo regime da propriedade privada dos meios de produção, o dever de todos os jovens e militantes ... é se juntar a organização dos combatentes pela IV Internacional.

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